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terça-feira, 1 de março de 2016

Escrevendo Um Projeto de Pesquisa - Metodologia (Parte 1)




Procedimentos Metodológicos ou Metodologia - Parte 1



Por se tratar de uma parte do projeto na qual é descrita a pesquisa propriamente dita, esta postagem precisará ser dividida em duas partes. 

O projeto de uma construção nada mais é do que a descrição ilustrada daquilo que virá a ser uma casa, uma ponte ou um prédio. É possível construir uma casa sem um projeto? Sim, é possível. Assim como é possível escrever uma monografia ou dissertação sem um projeto.

Mas isso não significa que uma casa construída sem um projeto seja uma boa casa. E não significa que uma monografia escrita sem um projeto seja uma boa monografia.

Uma casa construída sem um projeto suporta uma tempestade?

Uma monografia escrita sem um projeto suporta a arguição de uma banca?

A resposta  correta a estas perguntas é: talvez (mas provavelmente não). O fato é que muitos problemas podem ser evitados quando há correto planejamento.

Neste item você precisa explicitar ao leitor como será a execução da pesquisa. É a parte do projeto  em que seu trabalho sai do plano teórico e toca a prática. Você precisa deixar claro ao avaliador que você sabe exatamente o que está fazendo.

No item procedimentos metodológicos o que você precisa escrever? 


> Classificação da pesquisa quanto à abordagem:


  •  Abordagem quantitativa, qualitativa ou ambas?

> Classificação da Pesquisa quanto aos objetivos:

  • Pesquisa Exploratória.
  • Pesquisa Descritiva.
  • Pesquisa Explicativa.

> Classificação da Pesquisa Quanto aos Procedimentos Técnicos:

  • Pesquisa Bibliográfica.
  • Pesquisa Documental.
  • Pesquisa Experimental.
  • Pesquisa de Levantamento.
  • Estudo de Caso.
  • Pesquisa Ex-Post-Facto.
  • Pesquisa-Ação.
  • Pesquisa Participante.
  • Pesquisa-Intervenção.

Além disto, a depender da sua área de estudo se faz necessário justificar suas escolhas dentro de sua proposta de pesquisa. 

Nesta parte do projeto também há necessidade de descrever o lócus da pesquisa, a amostra (quando houver), materiais a serem utilizados e as possíveis implicações éticas da pesquisa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Avaliação Neuropsicológica






A Avaliação Neuropsicológica é um procedimento que investiga as funções cognitivas e práxicas utilizando instrumentos (testes, baterias, escalas) padronizados. O especialista pesquisará o desempenho de habilidades como: atenção, linguagem, percepção, raciocínio, abstração, habilidades motoras, visuoconstrução, aprendizagem, memória auditiva e visual, processamento da informação e funções executivas.

Tem por objetivo coletar os dados clínicos para auxiliar na compreensão do perfil neuropsicológico; aferindo as dificuldades e explorando as habilidades onde não há prejuízo. A partir desta avaliação, é possível estabelecer tipos de intervenção e de reabilitação específicas para o indivíduo.

É recomendada em qualquer caso onde exista suspeita de uma dificuldade cognitiva de origem neurológica ou comportamental. As principais indicações são: TDAH, dificuldades escolares, doença de Alzheimer e outros tipos de demências, diagnóstico diferencial entre depressão e demências, epilepsia, distúrbios neurológicos e psiquiátricos, transtornos do espectro autista (TEA), déficits causados por abuso de drogas, álcool e outras substâncias, lesões cerebrais decorrentes de traumatismos e AVC (derrame).

Contato: (22) 3053-2515
              (22) 2643-8152


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Escrevendo Um Projeto de Pesquisa - Elementos Essenciais VIII

Fonte da Imagem
       




   REFERENCIAL TEÓRICO


Referencial teórico, revisão bibliográfica ou fundamentação teórica é fundamental em um projeto de pesquisa. 

É necessário realizar uma boa revisão bibliográfica sobre o tema. Neste item, uma vez que se baseia em uma revisão bibliográfica, há citações. É importante explicitar as ideias dos autores-chave do seu trabalho com relação ao seu tema.


Quais Fontes são válidas em um TCC, Monografia, Dissertação ou Tese?

 R: Livros (de autores da área), artigos científicos, monografias, dissertações, teses e relatórios emitidos por órgãos oficiais  (IBGE, UNESCO, UNICEF, etc.). 

Posso utilizar publicações de revistas científicas como Galileu ou Superinteressante como fonte de pesquisa?

R: Não, nem pensar, de jeito nenhum, no way, vade retro!

Tais revistas servem como entretenimento, sendo adequadas apenas a este fim. A única exceção seria se o seu TCC fosse sobre estas publicações. Se você não é da área de jornalismo ou estudos de mídia, vai tirando o cavalinho da chuva!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Escrevendo Um Projeto de Pesquisa - Elementos Essenciais IV

SUMÁRIO - PARTE PRÉ-TEXTUAL


¢ Definição de sumário segundo a ABNT:

 “Enumeração das divisões, seções e outras partes de uma publicação, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede”. (NBR 6027, 2003 p. 2)

O sumário deve ser localizado:

a) como último elemento pré-textual;

b) quando houver mais de um volume, deve ser incluído o sumário de toda a obra em todos os volumes, de forma que se tenha conhecimento do conteúdo, independente do volume consultado.


MODELO 1

MODELO 2


    Sobre a formatação, experimentei várias formas, a que eu achei mais simples foi essa: Formatar Sumário no Word

   Para consultar os pormenores da normatização de sumários, consultar ABNT NBR 6027: 2003 e ABNT NBR 6024:2003.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Elementos Pré-Textuais, Textuais e Pós-Textuais





A estrutura dos trabalhos acadêmicos é composta por elementos pré-textuais, texto e elementos pós-textuais.

Esta divisão existe em qualquer tipo de trabalho acadêmico.  os elementos opcionais e obrigatórios variam de acordo com a natureza do trabalho.

No caso de um TCC, Dissertação ou Tese a quantidade de elementos obrigatórios é mais extensa. No caso de projeto de TCC, projeto de pesquisa ou de dissertação, a quantidade de elementos obrigatórios é menor e pode variar de acordo com a Instituição e com o curso a que este trabalho se vincula.






Na imagem abaixo são especificados quais elementos são opcionais ou obrigatórios, de acordo com a natureza do trabalho. 

Sobre a lombada se faz necessário observar que nem todas as Instituições exigem lombada para TCCs e monografias. 



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Escrevendo Um Projeto de Pesquisa - Elementos Essenciais II

CAPA


Não há muito mistério no que diz respeito ao fazer da capa. Na capa colocamos elementos essenciais à identificação do trabalho. 
Não há normatização específica na ABNT sobre a aparência da capa e assim sendo, há a necessidade de bom senso em sua elaboração.

No que diz respeito à capa, menos é mais!

Em alguns casos, existe uma capa padrão da Universidade. Geralmente esta inclui o logo da Instituição de ensino. Abaixo Alguns Exemplos de capa:


MODELO 1



Este modelo é o mais simples. Como pode ser facilmente percebido, há apenas as informações essenciais e indispensáveis à identificação do trabalho.É uma aposta segura.

MODELO 2


Este modelo é bem semelhante ao anterior, porém utiliza o logo da Universidade. É um modelo agradável visualmente, também uma aposta segura, a menos que sua Universidade exija algo diferente.

MODELO 3




Este modelo eu mesma fiz. Foi a capa do projeto de mestrado de uma cliente. É um pouco mais elaborado, porém sem exageros, mantendo a sobriedade que o trabalho exige, ao mesmo tempo em que tem uma aparência amigável. Utilizei neste caso o logo da UFRJ (Universidade) e também do Instituto (ou seja, unidade acadêmica) a que o programa se vincula. Utilizo este modelo para mostrar que é possível ousar sem cair em exageros.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Escrevendo Um Projeto de Pesquisa - Elementos Essenciais



O projeto de pesquisa não pode ser reduzido à mera formalidade, pois ele é parte fundamental do processo maior que envolve a escrita do trabalho propriamente dito. O projeto precisa já ter a identidade de sua proposta de pesquisa, precisa dizer claramente o que você pretende fazer. A formatação do projeto necessita de alguns elementos básicos, que servirão para nortear e delimitar sua escrita. São Eles:

¢ CAPA

¢ FOLHA DE ROSTO

¢ SUMÁRIO

¢ OBJETIVOS (Geral e Específicos)

¢ JUSTIFICATIVA

¢ FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

¢ PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

¢ CRONOGRAMA (Opcional em Alguns Casos Específicos)

¢ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Cada um destes elementos obrigatórios será descrito nas futuras postagens sobre o tema. Esta é apenas a primeira postagem.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O Trabalho do Revisor Ou Aquilo Que Não se Ensina



Existem tipos diferentes de revisão, citarei algumas com minha própria definição:



¢ Revisão de Formatação: quando o revisor verifica se as normas (ABNT ou outra) estão corretamente aplicadas.

¢ Revisão Ortográfica: quando o revisor verifica se foram observadas as normas ortográficas vigentes.

¢ Revisão Gramatical: quando o revisor verifica se, além das normas ortográficas, também foram observadas as demais normas da língua. Neste caso, é observado se a pontuação, os parágrafos, os períodos, enfim, se o texto está corretamente escrito.

¢ Revisão Textual: denomino desta forma por estar me referindo ao texto como um todo. Neste caso, o revisor verifica se no texto há coesão e coerência textual. Vocês certamente já leram (ou escreveram) textos perfeitamente corretos gramaticalmente, porém, como dizem, "sem pé nem cabeça". 

¢ Revisão de Estilo: neste caso o revisor provê adequação da escrita ao padrão exigido pelo trabalho em questão. Por exemplo, quando o revisor adapta um texto ao estilo acadêmico.

¢ Revisão Semântica: por vezes o texto está formalmente bem escrito, porém, semanticamente mal escrito. Por vezes há ambiguidade no sentido das frases, contradições ou simplesmente, há falhas argumentativas no texto, ao menos na forma como as ideias estão expostas. Esta é talvez uma das formas de revisão difíceis de fazer.

As três primeiras formas de revisão são as mais comuns e também as mais básicas. Exigem um nível bem básico de treinamento e formação.

A revisão textual, por sua vez, exige um nível mais especializado de treinamento, afinal, alcançar um ponto ideal de linearidade, clareza e encadeamento das ideias em um texto é algo bem mais complexo do que simplesmente corrigir gramaticalmente.

A revisão de estilo, por sua vez, não é um trabalho tão complexo, afinal, existe um conjunto de normas a serem seguidas. Ainda assim, é um trabalho artesanal, no qual se precisa ser muito meticuloso para escolher os termos certos, para utilizar os termos de maneira adequada ao que se propõe. E claro, o que é adequado, devo lembrar, é contextual. Os estilos variam de acordo com a época, área de estudo, finalidade e local onde onde o texto será apresentado.

A revisão semântica é a mais difícil e cuidadosa e também artesanal. Com a facilidade das novas tecnologias e ampliação da máquina midiática, a produção de textos foi relegada à posição coadjuvante. 

Com tantas informações à disposição e com tantas pessoas provendo conteúdo (muitas vezes, o mesmo conteúdo sendo plagiado ao infinito), há cada vez menor preocupação com o exercício de escrever argumentativamente. Não há preocupação com a base argumentativa dos textos, com o encadeamento de ideias, com a mensagem a ser transmitida.

Ao escrever, transpomos pensamentos à linguagem escrita e neste sentido, toda escrita é uma tradução e não há linguagem mais complexa do que a dos nossos próprios pensamentos. Como traduzir a outro aquilo que você pensa? A maioria das pessoas não sabe como fazer isso, afinal, não é algo que possa ser ensinado.

Você pode aprender todas as técnicas de escrita, normas da língua e normatizações oficiais e ainda assim, não se pode garantir que seu texto será bem escrito.

Saber as normas da língua não é o mesmo que saber escrever. O bom escritor é, por princípio, um excelente leitor, um bom pensador e um razoável tradutor.